Eu descobri que apenas existia, não vivia.
Meus dias eram moldados pelo que eu julgava correto, pelas metas que eu criava para conquistar a aprovação alheia. Caminhava movida pelo meu próprio ego, acreditando que entendia o caminho. E, ainda assim, algo dentro de mim sussurrava que havia um desalinho.
Mas como eu poderia estar errada, se eu só reproduzia o que me ensinaram?
Ah… como eu estava cega.
Aquela era uma vida sem vida: uma tristeza que não se dissipava, um vazio que jamais se enchia, uma sede que nada apagava.
Mas então fui vista.
Fui alcançada pelas mãos daquele que me conhece além da superfície, que percebeu meu pecado, meus desvios, minhas quedas, e mesmo assim me amou.
Ele não ignorou quem eu era; Ele me olhou com verdade.
E, com amor, me deu uma escolha: continuar perdida em mim mesma ou segui-Lo pelo caminho da vida.
Eu O escolhi.
E sigo escolhendo dia após dia, passo após passo, porque viver sem Ele já não é viver.
Desde então, estou aprendendo o que significa viver : respirar graça, caminhar em luz, descansar no Deus que me viu, me resgatou e me ensina suavemente a viver como quem pertence ao Céu.
Poesia em forma de imagem: crédito Christopher Sardegna
